<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716</id><updated>2011-11-06T16:17:28.231-08:00</updated><title type='text'>Florindo d´Áspera</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-1982673765433813641</id><published>2011-11-06T15:51:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T16:17:28.269-08:00</updated><title type='text'>breves eternidades 5</title><content type='html'>Meus fantasmas me pediram para escrever algo sobre a solidão. Meus fantasmas não param de me assombrar por um segundo, mas me pediram para esboçar luzes sobre a solidão. Acendo uma vela por eles e apago minha lâmpada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como mobilizar palavras para construir um punhado de nadas. Talvez cartas de baralho sirvam para esse jogo do ninguém contra o vazio. Tenho nas mãos tantas possibilidades que poderia erguer um castelo de certezas, mas por onde começar? Reina sobre minhas mãos o temor de que tudo desabe antes do primeiro gesto. Elas temem, nós trememos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empilho todos os coringas, um sobre o outro, e eles riem de meu esquálido sorriso. Devem estar tentando me dizer pare de errar tanto no inicio, estúpido, tente alcançar algum fim. São irônicos. Podem também estar, do alto de seus chapéus desregrados e da lágrima estampada abaixo da boca vermelha, apenas lamentando por eu errar tanto no início só para não alcançar fim algum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos ases a minha volta e não consigo escolher qual deles irá tapar este fosso que se formou entre a inaptidão dos gestos e a cegueira aos semblantes. Assumam-se ases, ases, façam o melhor daquilo para o qual disseram que são os melhores, pobres ases. Decepção. Todos escorrem para o buraco e escondidos se amontoam um em cima do outro. Enlutam-se em copas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será fácil erguer uma ideia disforme a partir de números tão exatos quanto estas infinidades de três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, noves e mais noves. Faltariam mãos no mundo para tantas combinações, mas a conta não fecha sem os dois. Os dois perdidos, os dois que sempre me faltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo a escassez, é difícil ser dois neste baralho da solidão. Mas quem vai conseguir explicar aos meus fantasmas que a torre de marfim de nosso castelo será somente a projeção da ausência de dois, de irresponsáveis e indiferentes dois? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisarei arquitetar um novo jogo, com peças menos instáveis e movimentos mais previsíveis. Previsíveis como meus fantasmas, que continuam sem saber algo sobre a solidão. No escuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-1982673765433813641?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/1982673765433813641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=1982673765433813641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1982673765433813641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1982673765433813641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2011/11/breves-eternidades-5.html' title='breves eternidades 5'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-3253137972654097645</id><published>2011-10-26T11:52:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T06:40:29.031-07:00</updated><title type='text'>breves eternidades 4</title><content type='html'>Existe uma distância segura entre nós e eu a chamo de abismo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caí dentro de você como quem dorme um sono profundo. Voei por ali, entre corpos, palavras e pulsações nem tão incômodas quanto as sombras dos secos arbustos que, caídos sobre o penhasco, fora de nós, iluminavam todo aquele universo ao redor da minha queda. Tive medo de sair e me flagrei ansioso por continuar a cair. Era um tempo tão suspenso que se o contasse em segundos me faltariam uns dez infinitos nas mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar foi ter de conviver com um sono eterno. Não que me veja raso ou sonâmbulo, mas não me aproximar demais, mergulhar, quero dizer, derruba o que sobra de consciência. Me falta consistência. Pisco e apago. E desperto faço as contas enquanto derramo bocejos na bacia de lágrimas que encharcam meus pés. Não chego a resultado nenhum: sem cálculos possíveis para refazer a ponte entre o que eu era e o que você foi  para mim. Que continuem chorando o solo que me suporta e a solidão que sua aridez me impôs. Lanço um aceno, recebo do outro lado mais lados e nenhum todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe nenhuma distância entre nós a não ser àquela imposta por duas solidões que já se abraçaram e se jogaram inseguras em queda livre para nenhum rumo. Eu gosto de chamar essa distância que não existe entre nós de abismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-3253137972654097645?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/3253137972654097645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=3253137972654097645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/3253137972654097645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/3253137972654097645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2011/10/breves-eternidades-4.html' title='breves eternidades 4'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-1028560450439820745</id><published>2011-08-27T01:14:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T09:21:46.270-07:00</updated><title type='text'>breves eternidades 3</title><content type='html'>É um problema mais do que geométrico.  &lt;br /&gt;Dizer sem prudência, aderência ou embaraço vai dar um rolo nessa minha cabeça obtusa.&lt;br /&gt;Questão de espaço, vê?&lt;br /&gt;Que o que ali se enrola é menos labiríntico que um imenso grito ecoado por paredes mudas. Sente?&lt;br /&gt;É de uma intensidade que dá voltas desafiando esse intestino infinito que me preenche de ansiedades caducas, de lacunas. &lt;br /&gt;Se cada lado é menos do que um inteiro para você, nenhuma multiplicação que eu lhe invista vai somar mais que dois – o resto, não me interessa. &lt;br /&gt;Não sei o que fazer, não chego a nenhum resultado que não seja o resto do mínimo sonho da parte que aprendi a reconhecer como o máximo denominador comum. &lt;br /&gt;Deveria providenciar para que todo e qualquer desafinar siga ao menos uma reta, na esperança de ao menos um encontro paralelo. Desisto. Não ter o direito de unir dois corpos fora das leis da física só me esvazia mais de metafísica. &lt;br /&gt;Continuaremos a ser dois seres que não atingem nenhum ponto no espaço e querem se esconder em uma dessas sombras curvas de preguiça. &lt;br /&gt;Talvez fugir para meu quadrado seja o mais cartesiano a fazer. Desse ângulo ao menos não terei a perspectiva de me ver lado a lado com sua forma. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-1028560450439820745?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/1028560450439820745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=1028560450439820745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1028560450439820745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1028560450439820745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2011/08/breves-eternidades-3.html' title='breves eternidades 3'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-1648890201873924511</id><published>2011-08-17T21:21:00.001-07:00</published><updated>2011-08-17T21:25:34.424-07:00</updated><title type='text'>breves eternidades 2</title><content type='html'>Se soubesse que travaríamos diálogos tão silenciosos teria te desafiado para um monólogo. Finge, finge e  esconde as palavras no bolso dos gestos, mas seus olhos gritam. Não param de te denunciar, dizem que é mais do que o sorriso calado e as mãos espremidas contra o peito. Quais formas de tortura os torturadores mais cruéis recomendariam para desvendar mais do que segredos, apenas sílabas soltas ao acaso de inquisições quase adolescentes? A única tortura possível é abandonar a esperança de sentir tua voz e cair na espiral de silêncio que leva os solitários à companhia de seus mais sedutores fantasmas. Devo tentar ser ouvidos contra sua parede, à espera de palpitações e um suspiro que me preencha do som de seu corpo?  Talvez seja demorado como o intervalo entre dois infinitos conseguir ouvir o que queira me dizer, mas a espera será mais profunda que o abismo entre dois universos se me disser o que não quero ouvir. Por enquanto, vamos manter o silêncio entre seus olhos e os uivos ansiosos de minha garganta que só queriam gritar para você que&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-1648890201873924511?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/1648890201873924511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=1648890201873924511&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1648890201873924511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1648890201873924511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2011/08/breves-eternidades-2.html' title='breves eternidades 2'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-76421325646903039</id><published>2011-07-11T20:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T20:59:38.959-07:00</updated><title type='text'>breves eternidades 1</title><content type='html'>Não faz diferença se eu começar a contar até um e for até cem ou prosseguir até minhas minhas forças me mastigarem antes do último sorriso. Todos os zeros me descendo pela garganta ainda serão um fio pronto para se dissolver. Não é uma questão de tempo, é mais do que isso. Não é como um grão de sal no oceano. É menos do que isso. Acordei com sede para um porre capaz de me livrar do peso das solas de meus pés. Chutei para o alto toda despretensão e me pendurei pelos tornozelos no pescoço do primeiro pensamento enforcado que me sobrevoou a cabeça. Sair voando por aí com pose de decapitado tem lá seu charme ou alegoria, deve ter. Vejo, ou imagino, lá embaixo uma criança branca, dedos ainda mais brancos, quase refletores, perguntando mãe aquilo é um balão de ar com pernas e braços ou um homem esvaziado de sua cabeça. Mais uma pergunta fossilizada coberta pelos sedimentos gelados da impossibilidade. Não há resposta que consiga superar perguntas que se estendem pelo infinito. Ainda estarei pelos ares quando aqueles tornozelos se juntarem a minha presença, agora rarefeita, sem pé nem cabeça. E ainda estaremos empoeirando um grão de poeira, abraçados, talvez, em algum buraco obscuro do tempo, quando o próximo sonâmbulo decidir pela corda antes que o moinho da eternidade lhe apresente os finos fios com que esmaga a inocência da eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-76421325646903039?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/76421325646903039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=76421325646903039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/76421325646903039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/76421325646903039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2011/07/breves-eternidades-1.html' title='breves eternidades 1'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-8923075386272388659</id><published>2011-04-18T18:13:00.001-07:00</published><updated>2011-07-21T15:58:41.978-07:00</updated><title type='text'>Ocasionais 7</title><content type='html'>Eu tenho uma explicação racional, mas você não vai querer entender. Eu disse que não vai querer, não que não vá entender. Não importa, você não é importante, e eis meu primeiro argumento, a primeira perna de minha teoria, a primeira pancada com que pretendo lhe quebrar as pernas. Repito: você não importa, parado, arrastado, de cócoras ou de queixo para o céu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar explicar, me dê as mãos e se faça companhia. Você sempre irá perder todas as coisas que desejou antes mesmo de conseguir pensar em alcançá-las. É empírica sua capacidade de fracassar diante de tuas vontades. Seu pensamento o boicota, não preciso me esforçar para convencê-lo de nada mais do que tal raciocínio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que não saiba desejar, isso não existe. Sim, os desejos existem, o que não existe é ser inepto para desejar. Desejar é verbo, um grito solitário que ecoa pelos subterrâneos da pele, desejar é libertar um ventríloquo monstruoso que te enredará com as tuas mais fortes fraquezas. Bem, mas isso é sábido e conhecido, está no dicionário sentimental de qualquer adolescente. Pelo jeito nunca teve um desses, não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não largue a minha mão, precisa mais de mim do que um dia pude imaginar. O que deseja? Não seja tão educado. E menos óbvio, por favor. Você nunca teve razão, é isso. Teus objetos, o que projeta, onde se joga, faltam-lhe razões. Os terrenos de teus desejos são teias de insensatez. Não, eu não disse que não seja razoável, disse que suas razões são embaladas no colo de uma brisa alaranjada e fraca. Deixa-se levar pela conversa magra de qualquer sentimento, vai com as outras como veio comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só poderia ser mesmo um refém dos intransitáveis sons que te percorrem, dessas linhas que te movem para lugar nenhum, cordões que te fazem encenar gestos caducos e tímidos. Você foi silenciado pelos verbos, está condenado a perder tudo o que deseja sem nada alcançar. Nem pensar, nem pensar. Corroído pelas pancadas, manca guiado por mãos que não trazem solução ou explicação, mas uma dúvida fria e dolorida, entende? Não importa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-8923075386272388659?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/8923075386272388659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=8923075386272388659&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8923075386272388659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8923075386272388659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2011/04/ocasionais-7.html' title='Ocasionais 7'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-8531071999022298532</id><published>2011-03-31T08:56:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T12:42:00.419-07:00</updated><title type='text'>Ocasionais 6</title><content type='html'>O que é você que só é corpo? Aí estendido, solto, vazio, o que é você? Ontem eu te conhecia, mas agora você não é mais quem eu conhecia. É o que? Você não pode me responder, eu sei, mas isso você já não sabe. Não responde porque não sabe que não pode me responder. Você não sabe mais de nada. Eu queria saber o que é você agora, queria saber o que serei quando já não puder mais saber de nada. No vazio não há perguntas nem respostas, eu sei, entendo, ou deveria entender. Mas ainda assim sempre me pergunto se o silêncio combina com a eternidade. Pelo jeito não é você, corpo só que não consegue mais me dizer nada, que não é mais nada, quem vai fazer algum barulho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso te odiar, te xingar. Seria como me debater contra um saco de areia e ossos. Se ainda te amo? Seria como beijar o vento. Vou virar as costas e ir embora e você não vai poder sentir minha falta porque o que falta agora é você. Um dia serei também somente ausência, tua ausência não será mais minha lembrança, e então finalmente poderemos dizer que não significamos nada um para o outro. Por ora, enquanto me viro e saio furioso por ter me abandonado para sempre, você está presa em uma lágrima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-8531071999022298532?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/8531071999022298532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=8531071999022298532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8531071999022298532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8531071999022298532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2011/03/ocasionais-6.html' title='Ocasionais 6'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-2399793360846313501</id><published>2010-12-19T06:32:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T09:33:55.340-08:00</updated><title type='text'>Ocasionais 5</title><content type='html'>Era eu mas era também um mundo todo e eu não queria todo mundo ali, parado, me olhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha toda uma luz apontada para mim, mas todos os seus raios incomodavam menos que um sol deles, que mirava no cume da ponta dos meus olhares. Peito a peito, ombro a ombro, éramos enfrentáveis em estatura, mas veja sua sombra. Ela me faz parecer um pequeno astro incandescente, raivoso e arrogante fazendo birra em meio ao universo mais acomodado e preguiçoso do universo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem você nem ninguém sabe perder. Soubessem ou fingissem, me sabotariam com rasteiras menos prudentes. Não, não nem não. Vão manter o fim em que o pouco vira nada, e eu, nenhum. É sua lei do mais fraco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E faço por onde a não ser pelo avesso, que é o cerco por onde me perco? A ponte é pênsil, eu sei, mas sou menos que móvel. Por isso, e por favor, sem reverências muito declináveis que me dói as costas. Empurra, mas empurra forte. Viu o abismo que se abriu, então seja menos  cruel quando for salvar alguém do buraco.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Continuemos, fissurados ou na mais superficial das profundezas. Como eu ia te desenhando, era eu, mas tinha muito, tinha tudo, aliás. Um tanto que não aguentaria ainda que fosse a missão mais leve que nem você nem ninguém me entregassem. É uma questão de lógica: o peso é seu, eu só vim condenado a carregá-lo. Vire-se com os caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma força que me puxa para cá, a outra para lá. Uma, pra baixo. A outra puxa para cima, pelos pulsos. E vocês brincando de  me pedir para ir à frente, como se eu não fosse sem direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, cansei. Me abandona em qualquer lugar. Vai embora você e todo o mundo, nem você nem ninguém. Eu vou ficar bem com ou sem você, criatura ou criador,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-2399793360846313501?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/2399793360846313501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=2399793360846313501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/2399793360846313501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/2399793360846313501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2010/12/ocasionais-5.html' title='Ocasionais 5'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-8644773134687006852</id><published>2010-11-22T18:21:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T05:15:04.808-08:00</updated><title type='text'>Ocasionais 4</title><content type='html'>Era um universo pequeno e  cinza, mas era meu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca senti falta do sol. Tinha teus olhos e me alimentava dos movimentos de tua boca. Escondido no silêncio de nossos subterrâneos, nunca teria acordado se a luz não invadisse meu esconderijo. Expulso do silêncio de sua pele, sou só mais uma peça que alterna a dúvida dos movimentos com essa imobilidade inquietante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou pular para a próxima casa, contornar mais um obstáculo, e tentar ser um horizonte, ainda que em diagonal. Mal consigo, porém, mirar para o alto. Se me agachar viro pedra? Queria poder rolar esfarelante rumo a qualquer poço de lembranças turvas e liquidar todo meu volume.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se deitar viro terra? Bastaria a mim não ser superfície. Lá dentro do meu universo, éramos ar. Era pequeno, cinza e sufocante, mas era meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-8644773134687006852?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/8644773134687006852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=8644773134687006852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8644773134687006852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8644773134687006852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2010/11/ocasionais-3.html' title='Ocasionais 4'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-4228255548879251699</id><published>2010-07-24T11:09:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T09:39:03.847-07:00</updated><title type='text'>Ocasionais 3</title><content type='html'>Só escreve uma carta de amor, meu amor, quem tem um endereço conhecido. Fica no quarto ao lado da janela fechada pela inconveniência dos uivos do sol que insistem em atrapalhar minha escrita com lembranças de horizontes abraçados ao toque de seus dedos. Em cima da mesa, sob o chão empoeirado de lágrimas que mais parecem cera de velas apagadas por lágrimas de um remetente qualquer. Você conhece, tem as chaves da porta da cozinha e pernas fortes para arrombar a parede do quarto que separa minhas palavras no papel de seus olhos cínicos e inclementes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, meu amor, para rejeitar uma carta de amor você precisará mais do que uma caixa de correio impenetrável. Se a qualquer um bastasse apenas o endereço desencontrado, um carteiro desavisado ou a miopia repentina, nenhuma carta de amor seria forjada, arrancada, martelada, chorada, escrita, maldita.. Vai precisar se recolher na violência da indiferença patrocinada pelos rancores mais viscosos – não, não quero, não basta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seu remetente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-4228255548879251699?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/4228255548879251699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=4228255548879251699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4228255548879251699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4228255548879251699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2010/07/ocasionais-3.html' title='Ocasionais 3'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-1372483142373616851</id><published>2010-07-02T07:19:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T18:15:42.991-07:00</updated><title type='text'>Ocasionais 2</title><content type='html'>É sempre a mesma obra. Você constrói um monumento de sentimentos, adorna com olhares, envolve-o com a maciez da pele, salpica nele o cheiro que o transforma em um jardim de lembranças. Apaixona-se pelo que consegue envolver com os braços e acariciar com o pensamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a cabeça  no ar, se esquece de que tudo o que consegue sentir é mais frágil do que um moinho de vento. E num assopro vê seu paraíso desmoronar sobre a cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso engolir todos os tijolos. Sentir o peso de cada um deles. O mais pesado esmaga o que resta de um coração. A vida digere os cacos, entulha as lágrimas. E todos os dias se respira a ruína do monumento que imaginou eterno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-1372483142373616851?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/1372483142373616851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=1372483142373616851&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1372483142373616851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1372483142373616851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2010/07/e-sempre-mesma-obra.html' title='Ocasionais 2'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-8089700877001134484</id><published>2010-04-19T08:09:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T08:23:21.645-07:00</updated><title type='text'>Ocasionais 1</title><content type='html'>Eu nunca escutarei o que você grita nem nunca entenderei o que quis dizer quando, quando mesmo?   Éramos tão silenciosos antes dessa trovoada de vozes inauditas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhava em ser lírico antes de me perder nas projeções de mim e ficar atônito. Sou sem som.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas palavras rastejam atrás dos pensamentos que não manifesto. Que sufoco. Soam ecos agonizantes da mudez mais retumbante, ouve? Eu penso, mas ajo como se tivesse as paredes da  cabeça ocas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não gosto de me mover. Queria ser espontaneamente brusco, mas não passo de uma poltrona. É bom recostar-se em mim, mas nunca espere carinho de um couro puído. E escape surpresa se minhas pernas intactas tentarem um abraço. Afinal, nem a sofá consegui chegar para ostentar grandes braços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu corresse desesperadamente, chegaria a algum lugar mais rápido. Mas no momento não consigo localizar o ponto de partida. Minhas pernas vivem juntas e dormem uma sobre a outra. Gostaria que fossem corajosas o suficiente para saltarem para horizontes extremos. Ficaria aleijado, mas sentiria o óleo do tempo contra minhas engrenagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com dedos hábeis, eu poderia colher milhares de pequenos talos de vida e amontoá-los para formarem uma torre. Lá de cima eu me satisfaria em  vigiar o jardim ceifado para construir meu escombro de satisfação. Submerso e com tentáculos vigorosos, eu nadaria de água em água à procura das ondas que insistentemente esculpem as bordas do tempo. As pinças que me brotam das mãos, porém, fazem menos do que entrecortarem papéis amarelos de melancolia. Feito tesouras, repetem-se no abre e fecha de lâminas inscoscientes de seu movimento que separam eu amo de você, fique de por perto, momentos de eternos. Corta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso partir-me. Montarei em minhas costas para fugir do nó movediço de minha garganta. Ela insiste em soluçar, mas eu só quero fugir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-8089700877001134484?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/8089700877001134484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=8089700877001134484&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8089700877001134484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8089700877001134484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2010/04/ocasionais-1.html' title='Ocasionais 1'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-7979799811014543640</id><published>2009-06-15T16:50:00.001-07:00</published><updated>2009-07-13T06:25:14.346-07:00</updated><title type='text'>Sérias 19 - talvez, a última delas</title><content type='html'>Eu e eu. Nós. Rompemos um com o outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa foi minha. E só.  Estava insuportável conviver com ele. Dentro dele, sobre ele. Alternadamente subalternos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria suportar escolher dizer que somos um relacionamento em crise, equação trôpega à procura de solução, sinalização ou, simplesmente, borracha. Mas superamos tais pontos, à saturação. Atritos dão conta de um dos átrios, das veias. Não, o sangue todo me escapa do coração e sobe à cabeça quando penso em mim, nele.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou, como não deve ser surpresa a quem tenha - uma única vez - nascido, no começo. Viemos, nos conhecemos e nos desestruturamos. Uma tragédia de berço, não fosse de gênese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era fraco. Eu, lúcido às claras. Ou: eu era fraco; ele, lúcido às claras. Na prática, tentei sobreviver. Ele, eu além, ali, sonhava – e só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro dos nossos primeiros atropelos por estas esquinas permanentemente cruzadas. Há alguns anos, numa idade dessas, por exemplo, quis atravessar nossa existência, ter outros a quem falar de mim, dele. Ele nos ancorou pelo pescoço e resistiu. Preferia a solidão oceânica em que estava mergulhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Submergi, sempre escapando à superfície para tragadas de um arbítrio menos só. Afogado na desconfiança dos sentimentos alheios, ele apenas observava, inquieto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma paixão, destas imbecis e pueris, o que é? Fácil, pensava, eu, estratégico. Aquilo ali, ao alcance dos lábios, na altura da garganta apreensiva, a duas batidas da pulsação extravagante, a um palmo do tátil orgástico. Um vento fresco na cara, à espera das tempestades, calculava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, replicava-me, aos tapas agudos em nosso corpo cru. Pouco. Isso é nada, dizia ele, sem frases. Por nós, eu seguia arriscando, racionalmente nos arranhando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convivíamos. O cotidiano incômodo, as idéias frontais, os passos paralelos, as saídas laterais. Ainda que indiferentes, não nos afastamos. Talvez ainda vagasse a idéia de que éramos um só, eu e eu.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, porém, ele gritou. Com berros que percorreram sinfonicamente todas as nossas cavidades, anunciou, radiante, que iria me explicar tudo em dois olhares. Um era o nosso. Havia se apaixonado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei entender, por todas as fórmulas conhecidas, sua respiração ofegante. Parecia absorver todos os ares de um universo – o peito pulsante nos atravessava o corpo. &lt;br /&gt;Mas o ceticismo com que o encarnava agora me fazia sombra diante de sua alegria iluminada. Mostrei-lhe as cicatrizes. Fui quase trevas. Ele, raiava.                                  Não pude apagar aquele sol que repentinamente nos habitava. E me escondi para libertá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, ele gritou. Ecoou por dentro de nós como uma lágrima explodida em milhares de choros. Desesperado, havia acordado. Estava apagado, e só consegui notar o vazio que agora nos preenchia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De olhos fechados, confessei, fraquejando, também ter me apaixonado. Minha vez. Ele havia me conquistado, era ele quem eu queria ser. Pedi explicações, porquês. E tentei fazê-lo dormir novamente, sonhar novamente, nos iluminar novamente. Tarde demais. Éramos só um novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ele é apenas uma sombra que recolhe nossos caminhos e planta armadilhas aos nossos pés.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos romper, como se pudéssemos ser dia e noite, assim, fingindo que não orbitávamos um ao outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planejo matá-lo. Mas tenho medo de morrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-7979799811014543640?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/7979799811014543640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=7979799811014543640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/7979799811014543640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/7979799811014543640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2009/06/serias-20.html' title='Sérias 19 - talvez, a última delas'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-6593551209212630812</id><published>2009-01-29T04:48:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T05:09:30.244-08:00</updated><title type='text'>Pérfidas 11</title><content type='html'>&lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: center; font-style: italic;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Sobre o fracasso&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; Que culpa eu tenho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todas, aparentemente. Gosto, porém, de distribuí-las&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Que sou vítima de uma injunção de catástrofes sociais, por exemplo, não há dúvidas. Vivo em uma sociedade imperfeita, nada mais normal que meus desajustes. Estranhos, para mim, são os que ignoram todas as tragédias cotidianas e, “apesar de tudo” – expressão mais abominável depois de “mulher melancia” – vivem a pregar sucessos na parede. E exibí-las para quem, como eu, faço parte daquele tudo que o filha da puta teve de atolar para pavimentar seu caminho. Oras, sou da maioria. Por isso somos o subproduto da iniquidade que dá liga ao que chamam sistema – se fossemos minoria, seríamos só fudidos, e ponto. Sinto-me confortável sob essa perspectiva. Considero-a bem lógica e moralmente resignante, além da agradável acolhida que me proporciona junto à gente muito mais inteligente que eu – mestres, doutores, usuários de ópio, adestradores de cães, enfim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As cicatrizes de meu inconsciente, obviamente, não jogam suas tranças ao fundo do poço. Não ajudam. Pelo contrário, atrapalham: contribuem com lançamentos diários de baldes de cimento . São mais de duas décadas de traumas que já me beiram o pescoço. Faz parte, busco insistir. Afinal, todos estamos sujeitos aos caprichos dessa teia psíquica capaz de fazer sonhar, gozar  e ao mesmo tempo arquivar lembranças intocáveis e intoleráveis. O rapaz ali do degrau de cima, que se orgulha de ter nervos de aço, é quem me parece estar fora de controle. Ou não tem um cérebro  vulnerável às marcas, expostas ou intrusamente escondidas, da vida - o que é o mesmo que dizer que não tem um cérebro, nem nervos, nem a mais orgástica sensação do incontrolável. Prefiro, apesar de não ter nenhuma noção do que isso signifique, que Freud me explique a ser colocado à prova por um cobertor felpudo que arrota segurança e defeca bom senso.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A aleatoriedade dos acontecimentos também anda a me seduzir. Nada mais normal que o imponderável das circunstâncias agindo por entre bilhões de almas, distribuindo, aqui e ali, louros e lágrimas. Vislumbrado por essa régua sem regras, penso suavemente em sua total ausência de justiça, desarrazoada de qualquer compromisso com os vívidos objetos diante dos quais gira sua roleta. Perdeu? Paciência. O jovem senhor por quem acabo de passar parece não comer a alguns dias. Alguém nesse momento vagarosamente abre uma boa garrafa de vinho. Eu continuo a andar sem rumo, à espera da próxima rodada. Se todos ganharmos, o cassino fecha as portas.  Estou perdido, mas continuo no jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma amiga ligada à astrologia e outras forças pouco cartesianas – inclusive a numerologia - vive a atribuir meu fracasso às energias negativas que diz que atraio a cada frase. Retruco a ela que não tenho culpa se os astros não entendem nada de ironias e pouco menos que isso sobre os sarcasmos que me acompanham. Ela não entende, lógico. E então volto a prometer que deixarei o pessimismo de lado, que ele não leva ninguém a lugar algum. Novamente ela não entende. Acho que uma explicação não vai adiantar. Saber desistir também pode ser desafiador, imagino, calado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Perco a paciência somente com os que me falam sobre a falta de força de vontade. Primeiro,  essa tal força nunca me foi bem descrita. É como a vontade de potência nietzschiana? Não, é mais simples, dizem. Como a força centrípeta, atrativa e incontrolável? Não,  não. São duas palavras que juntas não significam nada, fico a calcular. Vontade, por si, é uma força, penso. A preposição no meio só piora minha compreensão. Força-tarefa, por exemplo, faz todo sentido – da sintaxe à projeção, faz todo sentido. Força-vontade também o faria – algo supraforçado, empurrado ladeira abaixo em uma cadeira de rodas motorizada, exemplifico. Amarram a cara, impacientes, e voltam a me dizer que é o contrário. É a capacidade de empurrar uma rocha montanha acima, mesmo com o vento que sopra contra tentando derrubar a cada passo. Questiono por que alguém cometeria tal imbecilidade, e recebo olhares suspirantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Somos todos culpados, volto a pensar, e sorrio, aliviado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-6593551209212630812?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/6593551209212630812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=6593551209212630812&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6593551209212630812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6593551209212630812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2009/01/perfidas-11.html' title='Pérfidas 11'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-4318146025226035722</id><published>2009-01-24T17:29:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T06:16:50.791-08:00</updated><title type='text'>Pérfidas 10</title><content type='html'>É aniversário da cidade, lá fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se pela parafernália de vozes e risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fui convidado. Sou voluntariamente como um morador de rua – com vinho, apartamento e um pedaço de pizza para observar os que passam e vão, ao contrário de meus camaradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezo para que um teto desabe sobre esses aduladores de concreto que se fazem massa estridente diante de um grave cantor qualquer. Que o céu venha abaixo, para que possam rapidamente engatilhar seus eternos companheiros, os guarda-chuvas. Orgulham-se disso. São como frangos espantados, depenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fogos, luzes. Agora devem olhar em volta e, suspirantes, dizer que todo aquele acúmulo de cidade que os envolve já foi belo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até gente como eu vir para cá e notar que era feia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-4318146025226035722?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/4318146025226035722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=4318146025226035722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4318146025226035722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4318146025226035722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2009/01/prfidas-10.html' title='Pérfidas 10'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-2701017757594357454</id><published>2008-12-26T21:42:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T11:05:54.256-08:00</updated><title type='text'>Sérias 18</title><content type='html'>Trancou a porta, às chaves. Lacrou-a com um pedaço de madeira. Deitou-se na cama. Cruzou os braços sob as costas, entre o corpo e o lençol de triângulos lilases. Tentou atar o punho ao punho.  Às mãos, deu às mãos e um punhado do tecido.  Com o nó em que se envolvera, não conseguiria levantar seu membro em direção à porta, calculou. Fechou os olhos. O exercício mental consistia em localizar um ponto azul acima de sua sobrancelha esquerda e nele se fixar até o nascer do sol. Pouco mais de 76 horas, pensou. Suportou, porém, apenas 32 delas. Na trigésima terceira, viu-se jogado à verticalidade pelo corpo, num pulsar cardíaco que lhe lacrimejou os olhos. Foi à porta. Arrastou até ela uma mesa, duas cadeiras, a pequena estante e alguns grandes livros.  Um novo desafio se abatia sobre seu corpo: de vigília, não poderia adormecer, sob o risco de sua alma empurrá-lo para fora do quarto. Procurou se distrair medindo, polegada a polegada, a área do cubo onde se aprisionara. De joelhos, percorreu todas as paredes, intercalando seu polegar direito ao esquerdo, direito, esquerdo, direito, esquerdo. Já se arrastando com o peito no chão, concluiu, após 22 horas, que o quarto tinha uma dimensão infinita. Resolveu não arriscar o pouco de sanidade que havia restabelecido nas últimas horas e adiou a  saída, o encontro. Duzentas e vinte horas a mais ou duzentas e vinte a menos fariam diferença. Precisava de um tempo para não pensar, pensou. O próximo passo seria demonstrar com quantos passos é possível percorrer o infinito. Para dificultar a tarefa, e não se distrair no caminho, adotou estratégia claudicante: para cada dois passos à frente, três seriam dados para trás. Ainda debruçado sobre o cadarço desamarrado, sentiu no rosto a forte ventania que tentava o arrastar para além dos móveis empilhados. Agarrou-se à razão e aos fios de nylon, resistiu, e partiu para sua marcha. A concentração não lhe traiu, mas um atalho involuntário o levou ao inevitável destino. Do alto de seu olhar cabisbaixo, tropeçou nos obstáculos arquitetados pelos próprios pensamentos e, com o peso daqueles dias, irrompeu pela porta.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, uma brisa feminina sublime o esperava, irritada. De suas ventanas, saltaram redemoinhos de dedos adocicados, que levitaram-no sobre etéreas pedras de areia. Tentáculos tempestuosos invadiram seu corpo, por todas as dimensões, e arrastaram-no pelo avesso. Sentiu o coração dilacerar antes de explodir em um sem-número de faíscas cintilantes. Foi digerido lentamente pelas carícias daquela máquina de implodir sentimentos. Morreu sufocado pela beleza dos gestos - como sempre temeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-2701017757594357454?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/2701017757594357454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=2701017757594357454&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/2701017757594357454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/2701017757594357454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2008/12/srias-18.html' title='Sérias 18'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-4341303991134798311</id><published>2008-11-21T19:26:00.000-08:00</published><updated>2008-11-23T05:49:02.871-08:00</updated><title type='text'>Sérias 17</title><content type='html'>Tive um rio nas mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele escorreu até mim num dia que já se partira ao meio. Procurava na sombra de minhas pernas curvadas um abrigo contra os tentáculos do Sol. Queriam evaporá-lo, sussurrou. Ofereci-lhe as mãos, além dos telhados de meu braço. Sua face límpida me sorriu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei que a sombra maior, da copa da árvore posicionada a minha retaguarda, nos oferecesse a oportunidade da fuga, apanhei-o nos braços e corri. Disparado pelos caminhos rasgados da floresta, fui ao encontro da mais calma penumbra.  Sob o manto da ramagem silenciosa, nos deitamos. Conversamos longamente e brincamos repetitivamente, como ondas que vêm e vão.  Nos encharcamos.   Matei minha sede; ele, sua fome.  Me apaixonei. Por sua transparência, por seu frescor. Pela forma que me preencheu cada sulco de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na caída da noite, perguntei se queria voltar ao riacho de onde se espichara.  Turvou suas águas e negou.  Encolhido como uma pequena poça, revelou-me seu mais puro desejo: se perder na imensidão do oceano. Disse a ele que o levaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caiu no sono e, enquanto dormia, vi refletida em sua superfície toda a claridade do luar. Quis percorrê-lo com todo o carinho dos céus. Sucumbi, porém, ao mais seco dos instintos.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Silenciosamente, bebi cada gota de seu corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-4341303991134798311?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/4341303991134798311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=4341303991134798311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4341303991134798311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4341303991134798311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2008/11/srias-17.html' title='Sérias 17'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-7512752154402004850</id><published>2008-11-12T12:10:00.001-08:00</published><updated>2008-11-20T17:16:29.188-08:00</updated><title type='text'>Pérfidas 9</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Foi covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me ofereça sua versão. Qualquer uma, ou duas. Todas elas, empilhadas, trôpegas, altivas, pétreas, incólumes ou frouxas – vai, agrida-me, com força. Saque uma delas e atire. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou parado. Mirava o mundo com a boca entreaberta, caída à esquerda. A arrogância que culminava no leve franzir da testa se articulava ainda na postura do corpo. Equilibrava-se sobre um compasso obtusamente aberto. Tocava o solo com a madeira do salto dos altos sapatos.  Um dos braços se arqueava até a cintura; o outro, parecia pensar, tão solto quanto burro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhava o peito ao nariz, e de sua superfície aduncada uma linha imaginária tangia os cabelos. A moldura dos fios remetia a um capacete para bicicletas infantis, com rodinhas. Era seu ponto alto, a metonimização perfeita para aquela personagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuaram intactos o homem e sua voz. Continuei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua agressividade me espanta pela mansidão. Se ao menos me socasse, ou espancasse com uma cadeira e depois botasse fogo em mim e nos restos das pernas da desdita. Do estopim de sua ira, porém, só saltam fogos barulhentos e coloridos. Fumaça, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia implorado por sua incontinência verbal com o simples propósito de vê-lo nu. Desejava dissecar sua fragilidade, vislumbrar o carbono daquele espécime, por qual espécie fora parido – ou se alimentado. Seria, segundo um raciocínio rápido, como um balão. Esvaziaria em dez ou quinze segundos e, então, murcho, viria ao nosso encontro toda sua constituição de prontas idéias. Fracassada tentativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometeu me processar. Ir aos jornais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me jurou com a morte, mas cumpriu a sentença imposta pelo nó de orgulho que lhe subiu à garganta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, um homem de capacete, em cima de uma moto, atirou três vezes contra meu corpo. Um dos projéteis, reluzente como fogo de artifício, embrulhado por uma tênue nuvem fumaça, veio se alojar na parte superior esquerda de meu cérebro.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versão oficial: roubo seguido de morte. &lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-7512752154402004850?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/7512752154402004850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=7512752154402004850&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/7512752154402004850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/7512752154402004850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2008/11/prfidas-9.html' title='Pérfidas 9'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-8822894821151945436</id><published>2008-05-17T23:26:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T12:16:11.425-08:00</updated><title type='text'>Pérfidas 8</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Kardecista, &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;gerente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:arial;" &gt;de RH ou p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;op-artista&lt;/span&gt;? De família alemã, blogueira, rotariana? Pós-algo, talvez?&lt;br /&gt;- Graduanda &lt;st1:personname productid="em Ciências Sociais." st="on"&gt;em Ciênci&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;as&lt;/span&gt; Sociais.&lt;/st1:personname&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:personname productid="em Ciências Sociais." st="on"&gt;&lt;/st1:personname&gt;- Tenho o que precisa. Opinião insensata com lágrimas de rebeldia. Algumas certezas, convictas como gritos púberes, e nenhuma dúvida sobre os erros alheios. Vai levar?&lt;br /&gt;- Funciona?&lt;br /&gt;- Olha a sua volta, garota: você está num supermercado de opiniões. Na barraca ao lado, o produto é o mesmo. E na outra. Às vezes, muda a embalagem. Ou o sabor. Mas no fundo, onde se nutrem as traças, fica tudo igual. Garantia de um ano ou seu tempo empenhado de volta.&lt;br /&gt;- Me dá dois.&lt;br /&gt;- Embrulha o outro pra presente?&lt;br /&gt;- É prum amigo. A TV dele quebrou.&lt;br /&gt;- Faço três pelo preço de dois.&lt;br /&gt;- De graça? Suspeito.&lt;br /&gt;- Encare como uma corrente: três contaminam mais três que contaminam mais três que contaminam mais três e por aí foi. Leva, oferece para alguém que precisa. Faz uma doação.&lt;br /&gt;- Dois pra presente, então. Capricha no visual. Faz um pacote grande, pra impressionar.&lt;br /&gt;- Dialéticos e sintéticos na medida certa, prontos pra se fazerem acreditar. Boa viagem e boa sorte.  &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-8822894821151945436?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/8822894821151945436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=8822894821151945436&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8822894821151945436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8822894821151945436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2008/05/prfidas-8.html' title='Pérfidas 8'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-6531161423964353800</id><published>2008-05-12T22:55:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T23:13:20.192-07:00</updated><title type='text'>Extemporâneas</title><content type='html'>cada dia, cada dia, cada dia, cada dia, cada dia&lt;br /&gt;é igual a cada dia&lt;br /&gt;é igual&lt;br /&gt;É&lt;br /&gt;não é mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou? Vai. Vôo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-6531161423964353800?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/6531161423964353800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=6531161423964353800&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6531161423964353800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6531161423964353800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2008/05/extemporneas.html' title='Extemporâneas'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-681291136463305814</id><published>2008-05-04T20:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T22:07:47.240-07:00</updated><title type='text'>Pérfidas 7</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O mesmo fluxo de capital não corre debaixo da mesma ponte, entabulou o ex-maoísta que fez carreira em Wall Street.  Portanto, o que foi especulado referenciado está -  ou estará, a depender da flutuação do câmbio futuro atrelado à estagnação passada.&lt;br /&gt;O indivíduo, o mercado ou o samba de uma nota só consumiram todo o tempo, mas sobra espaço para a projeção dos índices de preços. Quanto custa? Chame o analista, porque Freud não explica. Entre altos e baixos, é preferível reter os ativos medíocres - numa avaliação conservadora dos fatos.&lt;br /&gt;As informações que chegam dão margens a movimentos ousados, desde que descabidos de senso oportuno de improbidade. Após semanas de quedas - com a menina que caiu da janela, o padre aterrisante que alfinetou os balões e a derrota trabalhista em Londres -, o momento é de agredir, aproveitando-se do alta popularidade do presidente, da audiência dos últimos capítulos da novela e do levante no Tibete. O investment grade aquece os termômetros: é hora de ir às compras.&lt;br /&gt;Os ventos que sopram de Nova Iorque trazem a moda do casaco de couro sintético, o seriado policial e a primária escolha do presidente-de-infantaria do cenário mundial. Do Atlântico Sul chegou o ciclone, seguido da defesa civil, das verbas para reconstrução e da porcentagem desviada para o caixinha da campanha.  A época de turbulências é propícia a decolagens na carreira: faça um curso de ida, sem curvas, ao corolário de exemplos vencendores.&lt;br /&gt;Para além de todo empenho e motivação, cuidados com o corpo ainda são fundamentais.  Com Pilates, lave as mãos, os dedos e as curvas esculpidas da vida. O preço dos alimentos preocupa se duas notas não compram um quilo. Perca peso, pergunte-me como, e responderei: leve uma vida simples, sem notas, sem pesos e medidas. A solução está na administração oferecida pelo serviço exclusivo da casa bancária de reputação amortizada pela crise hipotecária. Administram seus bens sem fazer o mal. Amém.&lt;br /&gt;E o ciclo é reciclável, apesar das embalagens, em massa descartáveis.&lt;br /&gt;Do alto se avista, ao fundo, o sub-produto do investimento bem-feito.  De baixo, salta do topo uma corda dourada, que convida à escala - e enforca.&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-681291136463305814?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/681291136463305814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=681291136463305814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/681291136463305814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/681291136463305814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2008/05/prfidas-7.html' title='Pérfidas 7'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-5697274509982709705</id><published>2008-04-19T10:25:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T11:24:30.298-07:00</updated><title type='text'>Sérias 16</title><content type='html'>Chegou com as línguas nas canelas, o peito falando pelas palavras, a pele molhada em dégradé oleoginoso.  Desabafou, pulmonar:&lt;br /&gt;- Mais?&lt;br /&gt;- Ou menos, depende - declamou o da frente, impávido nos gestos, sutil nos movimentos das sobrancelhas.&lt;br /&gt;Com as mãos segurando os joelhos e os joelhos suportando o corpo, tossiu:&lt;br /&gt;- Maior, talvez?&lt;br /&gt;- Menor, maior, na medida certa, quem sabe? - replicou o do lado, sem remeter o olhar ao inquisidor, menos preocupado com o espaço das coisas do que com as coisas do espaço.&lt;br /&gt;Ajustando o ângulo da coluna às energias do tórax, buscou respostas oxigenadas. À esquerda:&lt;br /&gt;- Para o alto?&lt;br /&gt;- E avante? Não seja ridículo. Para baixo ou para trás, em linha reta ou perdido nas curvas, de pernas pro ar ou de cócoras pro sol: o que importa é a trajetória do projétil A do ponto X ao ponto Y. Entendeu A? Ou vou ter que te ensinar o beabá?&lt;br /&gt;O cansaço foi substituído pela ânsia. Em busca de informações, exasperou:&lt;br /&gt;-Melhor?&lt;br /&gt;Todos à volta resolveram lhe dar a requerida atenção.&lt;br /&gt;Um:&lt;br /&gt;- O melhor morreu de febre superlativa.&lt;br /&gt;Outro:&lt;br /&gt;- O pior de anemia, carência de superlativos e objetivos no sangue, de sangue irrigando a cabeça.&lt;br /&gt;O de trás, aos pulos:&lt;br /&gt;- Bom para o mau, que vive dos restos de ambos.&lt;br /&gt;Quem pairava ali por cima parou para opinar:&lt;br /&gt;- E mau para o bom, que no começo lamentava as fatalidades, e hoje lamenta por lamentar. Sem parar.&lt;br /&gt;Os olhos arregalados estavam assustados - era o que se percebia pela boca aberta. Tentou, ainda:&lt;br /&gt;- E então, qual o caminho?&lt;br /&gt;Todos continuaram parados, rodeados por um sereno fino e gelado. Ele, a correr. Por todas as direções possíveis e, às vezes, pelas impossíveis. Quando pára, pergunta: maior? mais? melhor? por onde?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-5697274509982709705?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/5697274509982709705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=5697274509982709705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/5697274509982709705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/5697274509982709705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2008/04/srias.html' title='Sérias 16'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-6452393512647774281</id><published>2008-02-28T23:03:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T15:09:20.126-08:00</updated><title type='text'>Sérias 15</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Volta aqui, seu menino. Levado, levou-me as pernas numa leva de saudades. Volta, preciso ainda me rastejar...&lt;br /&gt;O menino deu voltas e se foi, traçando círculos com os pés, a areia espiralada arranhando formas de caminho.&lt;br /&gt;- Conhece esse desconhecido de onde? Parece que aquelas mãos...&lt;br /&gt;- Levou a mão em um aperto, os braços num abraço. E agora as pernas, num salto de assalto. Mas ele sempre volta para buscar o resto.&lt;br /&gt;Os restos que ao corpo restam, arrastados. A inocência foi escalpelada nas primeiras infâncias. – Para sentir na pele - assoprou-me ele, num dia ensolarado. Foram-se também os ombros, e com eles a leveza que suportavam. Com o peso da vida nas costas, teve levados os joelhos. Não se dobrar, não cair. Não levantar.&lt;br /&gt;- E agora, o que falta?&lt;br /&gt;- O sorriso perdi quando me dei por gente.&lt;br /&gt;Percebeu que nunca o vira sorrir. E viu ao longe, saltitante, lindo em sua postura desenvolta, o menino às voltas com risadas trovejantes. Reconheceu o rosto dele naquela face infantil.&lt;br /&gt;- Quando acha que volta para buscar os olhos?&lt;br /&gt;Ele a olhou. Fixamente, viram-se um ao outro entre os reflexos de um piscar. Eram tristes, apagados. Mas irreparáveis &lt;st1:personname productid="em profundidade. Ela" st="on"&gt;em profundidade. Ela&lt;/st1:personname&gt; viu, lá no fundo, um menino que brilhava envolto por uma lágrima.&lt;br /&gt;- Talvez os olhos sejam os últimos. Ele quer que eu o veja correndo e me levando com ele, pedaço por pedaço. Quer que eu me enxergue menino.&lt;br /&gt;- É a morte que te leva aos poucos?&lt;br /&gt;Ele lançaria gargalhadas se as tivesse no coldre, mas o gesto da cabeça lhe serviu ao disparo.&lt;br /&gt;- A morte? Não, não. É a vida em seu mais inocente esplendor. A morte... A morte é o que resta, o que me resta...&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-6452393512647774281?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/6452393512647774281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=6452393512647774281&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6452393512647774281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6452393512647774281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2008/02/srias-13.html' title='Sérias 15'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-6264854251927300896</id><published>2008-01-25T19:53:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T20:07:48.527-08:00</updated><title type='text'>Sérias 14</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu errei, tu erraste, ele errou. Nós erramos, nós nascemos. Vivemos e viemos. Vós vendestes, eles compraram, todos cederam. No futuro do subjuntivo, imperativa seria a morte. Se não vivessemos nesta conjugação morta de vida. Terminações, nervosas, aos poucos decoradas e ensaiadas. Culpa de toda esta gramática enfática. No começo era o verbo, depois os substantivos. Adjetivados, no presente superlativos, esculpidos e resumidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma passagem para o infinitivo, na voz passiva, bem ao lado dos pretéritos imperfeitos, por favor. Silêncio.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-6264854251927300896?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/6264854251927300896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=6264854251927300896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6264854251927300896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6264854251927300896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2008/01/srias-13.html' title='Sérias 14'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-448571683862092545</id><published>2007-12-22T20:25:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T20:36:51.313-08:00</updated><title type='text'>Sérias 13/01</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Encaram-se, encarecidamente dispostos, na busca pela dúvida.&lt;br /&gt;- Acabou?&lt;br /&gt;- Sim&lt;br /&gt;A expressão intacta prende os fios nervosos dos músculos à expectativa das palavras que, estacionadas ao pé da garganta, estão mudas e são prenhas.&lt;br /&gt;- Doze meses, doze séries. Agora, acabou.&lt;br /&gt;- Por que não treze? E quatorze, e duzentas, e mil, e todos e tudo?&lt;br /&gt;Giravam em torno de si mesmos, pensantes, e orbitavam um ao outro, a iluminar.&lt;br /&gt;- Para poder começar. Sempre. Conhecer espantado todos os traços de sua superfície, sentir o que se esconde no interior de tantas fissuras. Eternamente...&lt;br /&gt;Respiraram.&lt;br /&gt;E amaram o nó que a vida lhes deu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-448571683862092545?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/448571683862092545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=448571683862092545&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/448571683862092545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/448571683862092545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/12/srias-1301.html' title='Sérias 13/01'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-708920222980432275</id><published>2007-08-10T07:22:00.000-07:00</published><updated>2007-08-10T07:26:31.681-07:00</updated><title type='text'>Sérias 12</title><content type='html'>&lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: center; font-style: italic;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dois achados num dia limpo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Tudo de cabeça pra baixo, pernas pro ar. Levanta as mãos pros céus e teme. Agradecer pela desgraça perdeu a graça; custa caro e não sai barato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Nem o faria, ando meio parada. Reflexo cintilante de minha cinza obscuridade. Parei pra refletir esses dias, sabe. Conclui? Conclui que há um conluio pela quebra dos espelhos da reflexão sendo arquitetado pelas nossas costas, pelas nossas sombras. Veio na boca um gosto cuspido, como se nada em mim repousasse inquietante e depois fugisse, disparatado escapasse para ser bolhas de idéia no ar. Olhei à minha volta e sorri quadrado; circulavam milhares de rosto e corpos, nenhuma pessoa. Todo mundo de pé atrás, pé à frente, passeando sem passado, sem futuro, refratários. O pensamento em permanente presente. E a reflexão? O papel de cada um não é absorvente, entende?&lt;br /&gt;- Daí se encima esse céu apagado, sorrindo aqui pra gente, opaco – nenhuma luz lá no alto e aqui esse tapete humano cabisbaixo. Entendo. Não te deu vontade de se ausentar pelo ar? A mim sempre ocorre, em circunstâncias repentinas, com as suas parecidas, esconder-me dentro de um tubo aerosol. Ser pichado por aí, um pouco em cada canto, em muros erguidos e monumentos tombados e...&lt;br /&gt;- ... e virar um ser estampado? Pelos gritos uivados que não! Ninguém merece estar pendurado, em molduras intactas pregado aos olhos em trânsito dos cães cegos e seus guias apressados. Pra ser bajulado feito vitrine basta continuar andando, devagar e com pelo menos o dobro de seus quilos em brilhantes penduricalhos – como vão amarrados ao pescoço, eis mais um motivo pra se andar curvado. Eu queria ser água.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Concordo em gênero, estado físico e grau. Pra beber, tomar como chuva e me afogar mergulhado. E, além de matar minha sede em meio a esse deserto de vidas granuladas, colaria todo seu conteúdo no primeiro lança perfume a que meu nariz aspirasse. Borrifadas de seu ardor nos olhos dos outros seria refresco.&lt;br /&gt;- Besta... Era outra coisa, imensa, oceânica. Escorrer pelo ralo, sabe? Pelo ralo não, pela enxurrada. Pela enxurrada que deságua sua água suja em qualquer córrego esquálido. Serpentearia por todo ele em busca de um rio de águas violentas – nada de passividade, mansidão, basta-me de calmaria nossas calçadas. E aí, o derradeiro derramamento: o mar. Eu seria a maresia inavegável, com braços que fariam ondas pra abraçar o céu, peitando as curvas do vento lá onde suas retas fazem horizontes. E o que mais restaria a minha face intranqüila? Refletir todo aquele céu até que as cores de nossa alma se confundissem, claro.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- E eu? Fico aqui, plantado feito poste, dando a luz artificial aos paridos retratos cinzas de rostos desfocados?&lt;br /&gt;- Entre nossos milhões somos números rarefeitos pelo concreto que respira. Antes uma gota no oceano. Vem...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-708920222980432275?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/708920222980432275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=708920222980432275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/708920222980432275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/708920222980432275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/08/srias-12.html' title='Sérias 12'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-4877390562318665592</id><published>2007-07-25T11:12:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T11:20:21.129-07:00</updated><title type='text'>Pérfidas 6</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Começa assim, na horizontal parado. Deitado. Os olhos nos cantos do teto. Uma aranha. Eu também me encostaria por ali. Se uma de suas pernas convidasse. Músculos moluscos, vadios. Deitados, parados. Projeto um dia me levantar. Minha vingança: um estirão em tuas fibras. Não cessarão tabefes sobre tabefes. Depois, um dia. Por enquanto, deitados. Parados. À espreita da teia. Nesse emaranhado de pensamentos coagulados, o sangue se acanha. Nem ousa subir à cabeça. Malditos pés, tremidos. Descobertos e expostos aos suspiros frios. As vozes da televisão soam como gritos do além. Gemidos infantis traqueados por luzes incolores e bonecos de plásticos, peles e ossos. Vozes em vão vêm e vão. Imobilizados, os sentidos não sentem. Alheios. É como querer permanecer. Arrefecer-se granulado por entre os vãos dos lençóis amassados. Deitado, parado. Inanimado. Rostos conhecidos são por demais conhecidos. Cansaram de ser linhas de expressão – não expressam mais que indiferença. Gentes carregando o fardo de existirem como gentes. À indiferença, rezo e rogo. A proteção e calma de um útero. O silêncio fremido uterino. Terminaria em posição fetal, abraçando-me. Mas os olhos procuram os cantos dos tetos das teias dos palpos das fibras dos tapas das idéias insensatas pouco exatas insensíveis suspiradas como gentes natimortas. Acabo na horizontal, deitado. Parado. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-4877390562318665592?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/4877390562318665592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=4877390562318665592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4877390562318665592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4877390562318665592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/07/prfidas-6.html' title='Pérfidas 6'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-594087996862963823</id><published>2007-07-23T00:14:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T14:59:49.812-07:00</updated><title type='text'>Sérias 11</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;                                &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Esse mundo, de cabeça pra baixo, dizia eu menos preocupado em falar do que olhar. Era o olhar.&lt;br /&gt;- Esse mundo desanda de cabeça pra baixo.&lt;br /&gt;- Desanda, não anda?&lt;br /&gt;Desanda porque trança as pernas pra insistir em andar reto, responderia se hipnotizado não me fizesse. E em seus olhos me desfizesse.&lt;br /&gt;- De cabeça pra baixo.&lt;br /&gt;- Foi só um avião que caiu de cócoras.&lt;br /&gt;Sorria timidamente calada e o silêncio ofuscava.&lt;br /&gt;Minhas palavras seriam demoradas e pormenorizadas, correspondentes ao teor de inquérito sério da conversa, penso agora, ao escrever, este algo que nem me passou pela cabeça naquele momento – estava preso aos olhos. Cárcere privado, os olhos.&lt;br /&gt;- Não, não. Falava de você.&lt;br /&gt;- Eu?&lt;br /&gt;- O que caiu fui eu.&lt;br /&gt;O que caiu fui eu, esborrachado, de corpo prostrado, livre para queda, saltado de um trampolim ornamental de universos de altura, faria força para completar os afoitos pensamentos, se... À condição de que seus olhos me libertassem.&lt;br /&gt;- Você caiu, a culpa é minha e por isso o mundo desanda de cabeça pra baixo. Mais ou menos isso?&lt;br /&gt;Era séria, falava sério, ironizava em série - para mim um eterno mistério&lt;br /&gt;- Exatamente.&lt;br /&gt;Exatamente, queria ter dito enquanto pronunciava exatamente. Era só, não haviam mais palavras exatas aos olhos de seu brilho.&lt;br /&gt;- O que exatamente?&lt;br /&gt;- Cai, você me derrubou, passou a rasteira, atraiu-me para o tropeço. E quando percebi, estava no céu.&lt;br /&gt;Estava no céu depois de caído, mundo de cabeça pra baixo, tentaria eu explicar se lá no alto de seu olhar não faltasse ar pra respirar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-594087996862963823?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/594087996862963823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=594087996862963823&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/594087996862963823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/594087996862963823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/07/srias-11.html' title='Sérias 11'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-1885240897574869471</id><published>2007-07-11T23:00:00.000-07:00</published><updated>2007-07-12T09:59:06.467-07:00</updated><title type='text'>Pérfidas 5</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Para &lt;span&gt;Quem&lt;/span&gt; Pode&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;2042. As rédeas se apanham a novos enredos. O mundo não está mais sob o controle de mãos humanas. Angulares aparelhos cuja artificial natureza fora um dia de manipulação de homens e seus dedos. Apossaram-se de seus criadores, as criaturas. Durante seus primórdios eles foram apenas blocais aparelhos de comunicação. Boçais telefones celulares cuja função manufaturada em seu gene analógico era a simples troca de sinais entre si. Apenas dar voz aos seus hominídeos usuários humificados. Desenvolvimentos tecnológicos em processos de submissão involuntária vincularam multiplicadas funções a suas carcaças portáteis. À exponencial aceleração de sua propriedade se somaram celeumas de substituições - ritos de passagem para novos e novíssimos aparelhos. Corpos celulares póstumos eram cotidianamente descartados aos milhões em invólucros plásticos negros. Valia a novidade, a qualquer valor. Passaram a receber e armazenar dados em formatos até então desconhecidos de sua natureza eletrônica. Capturavam imagens do mundo, dos homens. Emitiam sons de todas as espécies. Reproduziam-nos a todo o tempo, para posterior armazenamento em pequenas caixas de silício. Guardavam e trocavam dados sigilosos entre si - via laser, via ondas aéreas, via... O acúmulo de utilidades prestadas ultrapassou a fronteira física de seus leves corpos. Engendraram-se em um teia global de trocas informacionais – em substituição a engenharia em rede anterior, formada por computadores pessoais através de uma Internet. Nunca mais voltaram para um bolso ou bolsa. Estavam sempre a mão, à exposição. Tornaram-se imprescindíveis para todos momentos. Um modelo que armazenava e transferia sonhos diretamente ao cérebro de seu usuário durante o sono foi um dos marcos evolutivos das criaturas telefônicas celulares. Noite e dia à espera da ação. As conexões elétricas através de chips metálicos foram enterradas juntas ao último aparelho portador de tal tecnologia no dia 29 de abril de 2023. A nova geração utilizava microssistemas comunicadores estruturados em partículas de DNA. Foi o embrião da nova geração de telefones celulares readaptados ao funcionamento neural. Por meio de sinapses sem conexão física os aparelhos puderam se transformar em mentes pensantes, responsáveis pelo processamento e armazenamento de dados cognitivos complexos – uma caixa craniana substituta. Um segundo cérebro ao alcance das mãos. Mais caros, mais inteligentes. Consciências rápidas, precisas. Funcionais. Designs arrojados – para quem pensa com estilo. Tarefas orgânicas puderam ser captadas e apreendidas via celular. O corpo, máquina executora. Ao estimular os nervos sensoriais humanos, puderam produzir e suprir as funções de fome, prazer, medo, sobrevivência. Por pragmatismo e praticidade. A vida humana foi totalmente transportada para o telefone portável. Apropriada pelo desenvolvimento tecnológico de sua criatura. E então, a inversão. Na Revolução das Máquinas não houve guerras, violência, submissão ou dor. A Revolução das Máquinas foi apenas uma constatação: o homem, agora, era apenas uma das funções do telefone celular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-1885240897574869471?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/1885240897574869471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=1885240897574869471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1885240897574869471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1885240897574869471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/07/prfidas-5.html' title='Pérfidas 5'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-1702605176964580973</id><published>2007-06-24T07:46:00.000-07:00</published><updated>2007-06-24T12:27:39.481-07:00</updated><title type='text'>Pérfidas 4</title><content type='html'>&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pelo direito de ir&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;ou&lt;b style=""&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A nulidade do devir&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;                    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Anota lá na tua Constituição. Todo cidadão ou simplesmente ser citado tem o direito. De ir. E fica expressamente proibido. De vir.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Como artigo primeiro, o indefinido. Fica definido que ir é da indefinida condição humana. Ir é um caminho sem volta. Às voltas com sua ida, o possuidor desse direito deve descartar com natural veemência, ancorado em lei constituinte de seu ser, espalhar migalhas pelo caminho. Ou qualquer outro resto de existência que possibilite possível vinda por trilha anteriormente ida ou percorrida ou digerida .&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Fica reservado a todo cidadão transbordar sem reservas tua própria cidade. Aquela que o habita. Da cidade que entranha engolido o ar que respira. E se enveredar perdido por caminhos achados. Este item capital instrui seu cumpridor a perder a cabeça. A cada passo. E estar impedido de olhar para trás. Com arquitetado pensamento de achá-la.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;         &lt;/span&gt;Não há dever ou devir a ser respeitado. Respaldado em tal desatribuição, fica obrigado todo ser rastejante sobre a terra ou flanante pelos céus a:&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- sentir muito pelo pouco que é&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- sentir tudo o que poucos lhe são&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- sentir sempre o interminável fim&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- sentir nada pelos nadas que se apresentem&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- não sentir quando nada mais tiver sentido&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Incontornados todos os sentidos dispostos, ficam revogadas todas as disposições em contrário. Sem ressentimentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-1702605176964580973?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/1702605176964580973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=1702605176964580973&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1702605176964580973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1702605176964580973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/06/prfidas-4.html' title='Pérfidas 4'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-6395539079422332866</id><published>2007-06-09T18:41:00.000-07:00</published><updated>2007-06-09T22:34:31.397-07:00</updated><title type='text'>Oração 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...  que estais no céu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.new7wonders.com./"&gt;&lt;span&gt;Não votar no Cristo Redentor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amém&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-6395539079422332866?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/6395539079422332866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=6395539079422332866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6395539079422332866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/6395539079422332866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/06/campanha-1.html' title='Oração 1'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-165348692718756472</id><published>2007-06-08T23:43:00.001-07:00</published><updated>2007-06-09T22:33:16.985-07:00</updated><title type='text'>Pérfidas 3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Arrasta corpo pelos próprios cabelos. Chega antes de sua presença. Vive de inquéritos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;- Não cansa carregar o peso desta toda tua nulidade nas costas? – inquire, desenvolta sobre a voz arranhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspiros. Entreouve um zunido. A unha, à boca. O olho parado pouco se move. Sempre responde como se nunca tivesse respondido respostas. Prontas, dialéticas, sintéticas, cartesianas quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade, tanto. E arcado estanco, nulo feito fato vazio. De qualquer significado. Mas aí, já mesmo parado, curvo os joelhos. Levo o cotovelo ao chão, as mãos ao rosto. A bandeja formada por meus dedos cerrados ao queixo. E espero passar. Um rio embaixo de mim. Dois sóis e uma lua sobre a cabeça. Ou à frente. Uma manada de nadas, dessas espécimes desesperadas – parece não responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elaborava-se por tópicos, subdivididos em sub-reptícios relatórios pormenorizadamente relatados. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Constantes em uma caixola vazia. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E a partir dos indícios acumulados, acumulava-se de indícios descompartilhados. Assim vivia. E inquiria, às vezes desabafada.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;- A inutilidade de ser-te já me exausta&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;- Foi assim que fui sendo. E tu e toda tua utilidade, não descansam teus casacos, tuas cascas ao acaso? – pergunta - quer deixar de ser resposta.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Milimetrava a pulsação do corpo. Para não ir além de onde os pés se plantavam. E erguia-se esguia para a voz ser ouvida como vista.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;- Eu nunca parei. Para pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-165348692718756472?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/165348692718756472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=165348692718756472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/165348692718756472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/165348692718756472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/06/prfidas-3.html' title='Pérfidas 3'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-670290788210318407</id><published>2007-05-20T09:15:00.000-07:00</published><updated>2007-05-20T09:36:13.147-07:00</updated><title type='text'>Sérias 10</title><content type='html'>Era uma conversa horizontal. Mas entreolhavam-se de cima para baixo. Alternadamente.&lt;br /&gt;- Com tudo.&lt;br /&gt;- Nem tudo. Simples seria se.&lt;br /&gt;- A gente se acostuma com tudo. Nada é indiferente a nossa indiferença.&lt;br /&gt;- Como nos concebemos. Não do que somos&lt;br /&gt;- Somos só a parte viva do que pensamos. Como nos concebemos.&lt;br /&gt;Os silêncios eram comuns. Minutos duravam, não raro, horas. Palavras medidas, não cabidas em simples sílabas&lt;br /&gt;- Nem tudo&lt;br /&gt;- Ou tudo&lt;br /&gt;- É como a fome.&lt;br /&gt;- De quê?&lt;br /&gt;- Ninguém se acostuma com a fome. Come.&lt;br /&gt;Moveram gestos lentos. Puderam se engolir em paz. Com a fome dos que tem fome. Até a próxima indigesta discussão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-670290788210318407?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/670290788210318407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=670290788210318407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/670290788210318407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/670290788210318407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/05/srias-10.html' title='Sérias 10'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-2022814786658692284</id><published>2007-05-20T08:32:00.000-07:00</published><updated>2007-05-20T08:47:50.592-07:00</updated><title type='text'>Sérias 9</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;no que seria mais da oito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É quase que meu retrato. Apelo-me à retratação. Talvez. Por algumas palavras desajustadas. Poderiam estar reparafusadas. E então tudo em seu lugar. Parece que numa exatidão exata. Voltado a um sonho de céu. Sensação das insensatas. Tentamos, pensemos. Vejamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;- E agora?&lt;br /&gt;- Esquece do tempo. Abraça. Envolve com teus braços esse infinito. De minha presença.&lt;br /&gt;- Estou perdido. Mas me acho desencontrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-2022814786658692284?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/2022814786658692284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=2022814786658692284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/2022814786658692284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/2022814786658692284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/05/srias-9.html' title='Sérias 9'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-5367497978347122762</id><published>2007-05-12T12:59:00.000-07:00</published><updated>2007-05-12T13:02:15.398-07:00</updated><title type='text'>Sérias 8</title><content type='html'>- Então?&lt;br /&gt;- Então...&lt;br /&gt;- Então tudo que disse ontem é mentira?&lt;br /&gt;- Era verdade ontem&lt;br /&gt;- E hoje?&lt;br /&gt;- Hoje é mentira amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-5367497978347122762?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/5367497978347122762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=5367497978347122762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/5367497978347122762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/5367497978347122762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/05/srias-8.html' title='Sérias 8'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-7707099960927201200</id><published>2007-05-01T05:08:00.000-07:00</published><updated>2007-05-01T05:44:57.620-07:00</updated><title type='text'>"Ctrl e etc" 01</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;“A conclamação onipresente sobre o ingresso da humanidade em uma Era Digital nos serve como uma faísca de luz-guia através dos caminhos pisados pelo homem desde seus hodiernos pré-históricos. Nossa análise - restrita, porém com farejos de elucubração – parte justamente das cavernas e da descorporeidade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;do hominídeo que se abrigava sob rochas.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Este homem, imerso num ambiente hostil, presa exposta aos predadores, é movimento em fuga. Sua situação de acuamento como ser vivente é extensiva ao corpo, que não se ferramenta em respostas à atmosfera de ameaça – pelo contrário, esquiva-se porque ainda não está inserido em condições de revide ao hábitat. A resposta evolutiva &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;da espécie vem com a ereção vertebral &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e sua conseqüente liberdade de flexão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dos membros posteriores.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Em pé e com mãos e braços desimpedidos, os espécimes homens iniciam o estágio de descoberta e exploração de seu meio ambiente, e da subversão deste meio para sua sobrevivência. Suas articulações agora lhe permitem coletar e manejar objetos, transformar ou construí-los para fins diversos como a caça e a defesa, assim como torna possível o agarre e a coleta do que a natureza intacta estimulava a tatear.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;        O deslocamento -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nomadização – e domínio do ambiente -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que viria a culminar em técnicas de manipulação da natureza, como agricultura e a domesticação/criação de animais para consumo – levam o homem ao universo de uma corporeidade em descoberta, estimulantemente &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;atingido pela ubiqüidade de um mundo que passava a ser escamado. O corpo como meio de troca e subvenção da presença atinge sua dimensão ocupacional, funcional e sensorial plenos. Um novo mundo passa a ser acessível através da corporeidade.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;                            Foram precisos milhares de anos para que toda bagagem cognoscível acumulada a esta época se transmutasse – ou se desgarrasse – em inúmeras dimensões de inserção do corpo em seu sócio-ambiente, até ser reduzido ao toque de um dedo. Da ante-sala da história aos desacontecimentos pós-historicizados, a incorporação do mundo passa da sensibilidade e intuitividade da superfície corpórea para o acesso ao ambiente convivial através do esbarre de um dedo ao botão.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;É esta a principal característica da Era Digital: o acesso ao mundo através dos dedos. Ou dito de outra forma, o redimensionamento de nossa presença corporal no mundo a toques digitais. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;As conseqüências observáveis dessa transformação são muitas, e vão desde uma nova realidade física do corpo, que se desfuncionaliza e passa a buscar novas funções de ambientação, até a readaptação das estruturas psíquicas e funções sensitivas a uma nova categoria de acesso ao terreno da vida.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Sem dúvidas, porém, a maior mudança provocada pela chegada desta Era é sobre o habitat que passamos a tatear a partir de seu surgimento acelerado. Para que o deleite da Era Digital pudesse ser imersamente experimentado, não bastaria o acesso digital ao mundo. Fazia-se necessário uma natureza correspondente à modalidade de acesso, um mundo encoberto à espera de seus espécimes desbravadores, um mundo naturalmente digital, ao alcance de um pressionar dos dedos. Criado à imagem e semelhança de seu portal, o Mundo Digital passa a ser a realidade da Era Digital – o sócio-ambiente que acessamos sem estar.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Para uma presença sem corpo, um mundo sem corpos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Apenas projeções blindadas do que um dia foi a vida vivida.″&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;font-size:78%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;font-size:78%;"  &gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marisa Montesquieu&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;in&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;font-size:78%;"  &gt; De Esmeraldos a Contratados: uma história do humano pelas veredas da tecno-burocratização da vida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"  &gt;)&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-7707099960927201200?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/7707099960927201200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=7707099960927201200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/7707099960927201200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/7707099960927201200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/05/ctrl-e-tals.html' title='&quot;Ctrl e etc&quot; 01'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-4643796395891684333</id><published>2007-04-22T11:39:00.000-07:00</published><updated>2007-04-22T14:02:52.011-07:00</updated><title type='text'>Sérias 7</title><content type='html'>Domingo. Hoje são bilhões de Domingos. Cada qual ao teu. Abraçado em enfronhados cobertores - de se decepcionar a depressão.&lt;br /&gt;    Nossa existência opaca. Compartilhada na inércia de Domingos.&lt;br /&gt;    Neste ar rarefeito, afeito ao clima de ânsia. Num dia descolado de atos.&lt;br /&gt;    Que fôssemos menos sétimos dias. Não nos revestiríamos bilhões de vezes. Dessa pele  urticária. De Domingos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-4643796395891684333?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/4643796395891684333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=4643796395891684333&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4643796395891684333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4643796395891684333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/04/srias-7.html' title='Sérias 7'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-554135644553218930</id><published>2007-04-22T08:17:00.000-07:00</published><updated>2007-04-22T08:34:47.765-07:00</updated><title type='text'>Sérias 6</title><content type='html'>- &lt;a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;amp;nomeplaylist=003403-4_11%3C@%3ESamba,_Eu_Canto_Assim%21%3C@%3EPreciso_Aprender_a_Ser_S%C3%B3%3C@%3EElis_Regina%3C@%3E0414%3C@%3EElis_Regina%3C@%3EPOLYGRAM%3C@%3EMercury"&gt;Preciso aprender a ser só&lt;/a&gt;. Me acompanha?&lt;br /&gt;- De longe?&lt;br /&gt;- De dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-554135644553218930?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/554135644553218930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=554135644553218930&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/554135644553218930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/554135644553218930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/04/srias-6.html' title='Sérias 6'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-3676979466732740366</id><published>2007-04-08T05:56:00.000-07:00</published><updated>2007-04-08T06:14:35.904-07:00</updated><title type='text'>Clínicas 3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pelo direito de matar. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200702.htm"&gt;Pena de morte&lt;/a&gt; é defendida por 55% dos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Contra o direito de morrer, a &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200703.htm"&gt;eutanásia é reprovada&lt;/a&gt; por um pouco mais, 57%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre viver para matar e não permitir morrer, o melhor é &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200705.htm"&gt;deixar que se nasça.&lt;/a&gt; Para 65% da população, o aborto nem merece ser discutido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a felicidade dos &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200706.htm"&gt;homossexuais é rejeitada&lt;/a&gt; por 49% -  a quase metade. Para 52%, eles &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200706.htm"&gt;devem ser proibidos&lt;/a&gt; de dar amor a uma criança.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta páscoa, 55% dos brasileiros &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0804200701.htm"&gt;pretendem comprar&lt;/a&gt; ovos de chocolate. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-3676979466732740366?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/3676979466732740366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=3676979466732740366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/3676979466732740366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/3676979466732740366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/04/clnicas-3.html' title='Clínicas 3'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-3381784206837636302</id><published>2007-03-16T16:35:00.000-07:00</published><updated>2007-03-16T16:53:58.499-07:00</updated><title type='text'>Sérias 5</title><content type='html'>Noite dessas, dia chuvoso. Se achega o Manuel Bandeira, quase oswaldiano.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu com cara de aluno. Na lousa um ditado. Corro com as palavras.&lt;br /&gt;- O céu.&lt;br /&gt;Uma resposta adiante, ele todo prosa. Declama meia dúzia de olhares. Incólume, pouco pulmonar.&lt;br /&gt;- Sobre sua cabeça.&lt;br /&gt;E vai. Como se nem vindo tivesse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-3381784206837636302?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/3381784206837636302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=3381784206837636302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/3381784206837636302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/3381784206837636302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/03/srias-5.html' title='Sérias 5'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-934842371276568135</id><published>2007-03-10T20:53:00.000-08:00</published><updated>2007-03-11T10:33:56.632-07:00</updated><title type='text'>Pérfidas 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/guimarosa_ocavalo.asp"&gt;&lt;span&gt;Ao inesquecível João Guimarães Rosa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e tudo fazia ou faria sentido. Entre seus sentidos.&lt;br /&gt;- Doutor, é a rosa.&lt;br /&gt;- Pelos sintomas, é um diagnóstico possível. Possível.&lt;br /&gt;há pouco. O de branco mencionara ao de azul sobre o cheiro das rosas. &lt;a href="http://badaueonline.com.br/2007/3/10/Pagina19760.htm"&gt;E seus benefícios à memória&lt;/a&gt;. Foi um pitaco da ciência no esplendor raso daquela alma humana. Numa panacéia atropelada.&lt;br /&gt;- Tenho certeza. Depois do dito não há dúvidas. O perfume da rosa, a memória, Os dois e minha cabeça. Ela que não sai da minha cabeça. Simples, doutor.&lt;br /&gt;- Não me assustaria. Acompanhei traumas piores.&lt;br /&gt;de branco, vestia um rosto branco. De dentes brancos. Cabelos brancos. Voz acalantadamente branca, branda.&lt;br /&gt;- Pior? O senhor não sabe o que é lembrar de esquecer. Lembrar pra tentar esquecer.&lt;br /&gt;- Bem...&lt;br /&gt;- Claro, claro. Até o Chico Buarque faz parta desse complô.&lt;br /&gt;os olhos percorriam de ponta-cabeças o teto. E se afundavam em teias macias de imaginações.&lt;br /&gt;- Complô? Do Chico Buarque? Calma. Não curo paranóias e afins. Sem exageros.&lt;br /&gt;- É que a música, &lt;a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;nomeplaylist=006835-4_07%3C@%3EDuetos%3C@%3EA_Rosa%3C@%3EChico_Buarque%3C@%3E0328%3C@%3ESergio_Endrigo-Chico_Buarque%3C@%3EBMG_Brasil%3C@%3ERCA"&gt;A Rosa&lt;/a&gt;... Ela me lembra ela. Como um eco. Que transita os tímpanos do meu corpo. Memória que ressoa cantos. Por todos os cantos. Faz dueto com Pixinguinha. Por dentro de mim. &lt;a style="font-style: italic;" href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;nomeplaylist=000257-4_09%3C@%3EToquinho%3C@%3ERosa%3C@%3EPaulinho_Nogueira%3C@%3E0344%3C@%3EPaulinho_Nogueira%3C@%3EMovieplay%3C@%3EGold"&gt;Divina e graciosa, estátua majestosa&lt;/a&gt;. O choro mais incessante.  Aguento doutor, diz?&lt;br /&gt;dobraram-se os joelhos. Encurvados obtusamente. No sustento das pernas. A cabeça, pra frente. O olhar perdido. Professava silêncios. Fraquejava palavras.&lt;br /&gt;- O cheiro da pele, doutor. O perfume. &lt;a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;amp;nomeplaylist=005547-5_10%3C@%3EToquinho_e_Vinicius%3C@%3EA_Rosa_Desfolhada%3C@%3EVinicius_de_Moraes%3C@%3E0237%3C@%3EToquinho_-Vinicius_de_Moraes%3C@%3ERGE%3C@%3E"&gt;Não esqueço nunca&lt;/a&gt;. Inundou o ar que respiro. Uma atmosfera transbordante. De rosas vermelhas. Se pudesse apostar, seria nas vermelhas. Mas têm dias que sinto as brancas. Quando acordo. É da mesma pele. Mas são brancas.&lt;br /&gt;- Grave. Muito grave.&lt;br /&gt;voltou a se encostar. Mãos abraçadas. Pensava nos pensamentos. Conectava lembranças.&lt;br /&gt;- Sem falar na beleza. Dela, da rosa. Já enxergou o sublime, doutor? Flerte com as rosas. Beleza irradiante, faz sombra ao sol. Ilumina a memória. E não se apaga. Não sai, não cai. Nem a base de homéricos porres. Fica por lá. &lt;a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;nomeplaylist=000539-3_09%3C@%3EBebadachama%3C@%3EAs_Rosas_N%E3o_Falam%3C@%3EPaulinho_da_Viola_%3C@%3E0318%3C@%3EPaulinho_da_Viola_%3C@%3EBMG_Internacional%3C@%3ERCA"&gt;Calada&lt;/a&gt;, soberana.&lt;br /&gt;- Talvez possa ajudar. Terá que ficar internado. Por pouco tempo.&lt;br /&gt;num susto, saltou e se sacudiu. Como que acordou.&lt;br /&gt;- Nem morto, doutor. O que o senhor quiser menos isso. Sigo o tratamento. Mas não fico encarcerado debaixo destes lençóis. &lt;a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;amp;nomeplaylist=005546-3_11%3C@%3EComo_Dizia_o_Poeta..._Vinicius,_Mar%EDlia_Medalha_e_Toquinho%3C@%3ESamba_da_Rosa%3C@%3EVinicius_de_Moraes%3C@%3E0401%3C@%3EToquinho_-Vinicius_de_Moraes%3C@%3ERGE%3C@%3E"&gt;Basta minha prisão sem grades&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;o tom da voz recuperara um ar menos sôfrego. Aturdido, ansiava as próximas sentenças. A bula, o emplasto. &lt;a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;nomeplaylist=009047-5_10%3C@%3EP%E9talas%3C@%3EAcalanto_da_Rosa%3C@%3EClara_Becker%3C@%3E0334%3C@%3EClara_Becker%3C@%3EClara_Becker%3C@%3E"&gt;Os efeitos placebos desmemoriáveis&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;- Como preferir. O tratamento dura seis meses. Todos os dias, fielmente. São seis espinhos a cada quatro horas. Engolir a seco. Sem mastigar.&lt;br /&gt;até sorriu. Sem deslocar muitos músculos, mas sorriu.&lt;br /&gt;- E se apagará de minha memória todo esse &lt;a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;amp;nomeplaylist=006981-4_10%3C@%3ECoisas_do_Mundo%3C@%3EPoema_da_Rosa%3C@%3ENara_Le%E3o_%3C@%3E0235%3C@%3ENara_Le%E3o_%3C@%3EUNIVERSAL%3C@%3EMercury"&gt;jardim&lt;/a&gt; de pensamentos, doutor?&lt;br /&gt;- Não restarão pétalas sobre pétalas. Nem para um último &lt;i&gt;bem-me-quer-mal-me-quer&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-934842371276568135?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/934842371276568135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=934842371276568135&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/934842371276568135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/934842371276568135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/03/prfidas-2.html' title='Pérfidas 2'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-8749176478849407949</id><published>2007-02-21T14:08:00.000-08:00</published><updated>2007-02-21T15:32:58.823-08:00</updated><title type='text'>Clínicas 2</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuação, por inércia. &lt;a href="http://g1.globo.com/Carnaval2007/0,,AA1461899-8037,00.html"&gt;Jesus Cristo estava na cruz&lt;/a&gt;. Pendurado por um cinto. &lt;a href="http://carnaval2007.terra.com.br/interna/0,,OI1420911-EI8194,00.html"&gt;Tinha a cara de um menino&lt;/a&gt;. Alcunhado João Hélio. &lt;a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/02/373103.shtml"&gt;Pilatos e sua gangue o torturavam&lt;/a&gt;. Num arraste doloroso. &lt;a href="http://www11.estadao.com.br/ultimas/cidades/carnaval2007/noticias/2007/fev/19/203.htm"&gt;Morreu por nós e a culpa é deles&lt;/a&gt;. Dedo em riste, ao pé da cruz. &lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/carnaval2007/mat/2007/02/14/294569849.asp"&gt;Acusam. E acusam-se&lt;/a&gt;. Os vendilhões do templo trocam sua mercadoria. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u131886.shtml"&gt;Anunciam crucifixos&lt;/a&gt;. Pequenas imagens, do pequeno. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2002200708.htm"&gt;Os profetas professam o caminho da salvação&lt;/a&gt;. Que o corpo em sua mortalha infantil seja exemplo. &lt;a href="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/210207/mainardi.shtml"&gt;Fiéis e infiéis ajoelhados&lt;/a&gt;. Num derramar de lágrimas, os olhos sedentos. J&lt;a href="http://port.pravda.ru/cplp/brasil/19-02-2007/15589-perda-0"&gt;ustiça seja feita. “Em nome dos Nazarenos”&lt;/a&gt;. Profetas e comerciantes se unem aos anunciantes. O nome do redentor se espalha. Em imagens, missas e procissões. &lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/carnaval2007/mat/2007/02/18/294631698.asp"&gt;Não se ouvia há muito tempo&lt;/a&gt;. Por estas terras palestinas, digo. &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/02/10/294526419.asp"&gt;Um coro tão fervoroso de pregações&lt;/a&gt;. A morte e a ressurreição pela boca do povo. &lt;a href="http://www.vivario.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=16&amp;amp;infoid=1416"&gt;E como todo cristo que se preze.&lt;/a&gt; Aquele pelo qual se reze. Merece ser velado. Com festa. &lt;a href="http://odia.terra.com.br/carnaval/htm/geral_83146.asp"&gt;Entrudo, exaltação da carne.&lt;/a&gt; É carnaval. C&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1411065-EI316,00.html"&gt;antam todas as esquinas. Salve João Hélio&lt;/a&gt;. Com muito confete. &lt;a href="http://www.flogao.com.br/monyka/news/2148032"&gt;E hipócritas serpentinas. &lt;/a&gt;Homenagens ao menino. Fazem-se ouvir. E se ver. &lt;a href="http://ego.globo.com/Entretenimento/Ego/Noticias/0,,AA1457968-5877,00.html"&gt;Por toda avenida. E já vem a quarta de cinzas&lt;/a&gt;. Reflexão dos pecados. Pelo que se tem passado&lt;a href="http://jg.globo.com/JGlobo/0,19125,VTJ0-2742-20070212-266251,00.html"&gt;. Continua o espetáculo.&lt;/a&gt; Nas noites de quaresma. Os perseguidores serão perseguidos. &lt;a href="http://contosdaescola.net/?p=47"&gt;Pelos papas acusados&lt;/a&gt;. Exaltado o nome do menino. Todos seremos salvos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-8749176478849407949?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/8749176478849407949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=8749176478849407949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8749176478849407949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8749176478849407949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/02/continuao-por-inrcia.html' title='Clínicas 2'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-2952727757168355984</id><published>2007-02-15T14:47:00.000-08:00</published><updated>2007-02-16T06:14:23.140-08:00</updated><title type='text'>Clínicas 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;João Hélio é o nome. Que virou até praça. No Maracanã ganhou faixa. E incontáveis passeatas. Todas devidamente abarrotadas de cartazes: "João Hélio", "Paz", "Providências autoridades!". Está nas manchetes, nas eletrônicas enquetes. Daqui a pouco no Youtube vira esquete. O crime bárbaro que o vitimou é a nova vitamina das expiações nacionais. Já se tornou vedete ao vivo a tristeza de seus pais. Depois do Fantástico talvez o Faustão, cobrando justiça e catalisando o clamor da população. O crime hediondo veste a tragédia grega. Jovens e velhos, homens e mulheres, bebês e vermes assistem a reportagem e levantam uma alheia bandeira. E se eu dissesse que tudo é normal – faz parte da tragédia brasileira? Patriotas minguados, ratos abastados, telas cristalinas. São tantos os sujeitos nessa imensa latrina. Do garoto brutalmente assassinado fizeram seu show. Mereceu a classe média uma convocação - ela, sempre tão a espera de uma ordem. De uma opinião pra chamar de sua. Estamos em luto, “olha a nossa cara de indignação”. Não tardou a se levantar do sofá e pedir a cabeça dos assassinos sem sair do lugar. Segue o roteiro da novela da morte cruel do menino, já que a das oito vai mal (mas não percam, vem aí Paraíso Tropical). A barbárie sanguinária e  o Big Brother Brasil: shows de realidade. Ligue agora e dê seu voto. Todos têm voz em nossa democrática sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A violência do ato, uma desumanidade brutal. Demonstração radical de um sistema de forças. O lucro de cinco bilhões do Bradesco segue a mesma lógica, mas é considerado normal. Os requintes de crueldade são sua forma de afirmação. Arrastaram o garoto numa exibição de seus dotes. É como um diploma pendurado da pós-graduação. Somos tão iguais. Seguimos a lei da natureza. A lei do mercado. Os mais aptos sobrevivem, nisso não há pecado. É preciso vencer. Quem ganhar pela inteligência ou por uma boa indicação é eternamente louvado. São muitas oportunidades, é só agarrá-las. Alguns não têm chance no imenso mar de profissionais probabilidades. Que sejam mansos. E nunca atentem contra nossa felicidade. Caso contrário, serão enjaulados. Menor ou maior, preto ou escuro – talvez pardos. Leis serão aprovadas. O exército irá para as ruas. Mais pais e mães darão entrevistas com lágrimas de tristeza. E desejaremos vingança. Favelas serão dizimadas. Sua corja feito frita. Em água fervente escalpelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pobre menino. Vítima inocente de nossa natureza ordinária. Mal viu com os olhos o mundo. Provou do veneno inoculado em todos os seres humanos. A sede insaciável de querer e poder. Não desfrutará dessa sociedade sectária.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-2952727757168355984?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/2952727757168355984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=2952727757168355984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/2952727757168355984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/2952727757168355984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/02/joo-hlio-o-nome_15.html' title='Clínicas 1'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-9135069336626252578</id><published>2007-02-13T14:41:00.000-08:00</published><updated>2007-02-13T14:43:32.220-08:00</updated><title type='text'>Sérias 4</title><content type='html'>Numa briga de amantes...&lt;br /&gt;- Te faria arcar com o peso das suas palavras se não as engolisse com tanto prazer.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Cala a boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-9135069336626252578?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/9135069336626252578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=9135069336626252578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/9135069336626252578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/9135069336626252578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/02/srias-4.html' title='Sérias 4'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-4387075138477575236</id><published>2007-02-13T11:28:00.000-08:00</published><updated>2007-02-15T14:29:12.461-08:00</updated><title type='text'>Mundanas 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aposentada da União Soviética, a senil &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%BAssia"&gt;Rússia&lt;/a&gt; ainda é a mesma. A barba crescida e os cabelos grisalhos tomaram o lugar do &lt;a href="http://www.stel.ru/stalin/"&gt;bigode bem aparado&lt;/a&gt; e o cabalo ruivo corte sisudo. Capitulou ou se capitalizou? Repaginada para virar a página. Atrair menos holofotes. Deixou os servicinhos mais aborrecedores para trás. Que ficar correndo de chinelas na mão atrás de moldávios, &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/09/060929_georgiamp.shtml"&gt;geórgios&lt;/a&gt;, cazaquistãos e o resto da molecada do bairro que nada. São bem grandinhos, donos de seus narizes -  não dos arsenais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;De volta às manchetes, mudou de discurso e alfabeto. Agora é rica comerciante. &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/prospect/2006/08/08/ult2678u42.jhtm"&gt;Vende óleo e gáz&lt;/a&gt;. Principalmente aos europeus, antes tão relutantes em se sentar à mesma mesa para um bate-papo camarada.  &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL3923-5602,00.html"&gt;Continua bebendo&lt;/a&gt;.  Mantém outros hábitos da arrogância juvenil.  Anota tudo em seu &lt;a href="http://en.rian.ru/"&gt;diário&lt;/a&gt;. A tara por armas , por exemplo.  Quantas e &lt;a href="http://sp.rian.ru/Defensa/"&gt;quantas páginas&lt;/a&gt; dedicadas  à sua prepotência militar. Fala dos novos brinquedos como uma criança. O &lt;a href="http://en.rian.ru/photolents/20060922/50575440.html"&gt;helicóptero moderninho&lt;/a&gt;, os &lt;a href="http://port.pravda.ru/russa/23-01-2007/15131-ivanov-0"&gt;caças que são a última moda&lt;/a&gt; lá nas planícies geladas. E os mísseis, que tamanhos e calafrios. Os &lt;a href="http://en.rian.ru/russia/20070118/59298201.html"&gt;planos espaciais&lt;/a&gt; continuam. Missão marte? Quem sabe. Coisa engraçada. De todas as línguas em que escreve no diarinho, somente no inglês não menciona a volúpia bélica. Deve ser pra não provocar ciúmes no &lt;a href="http://portalexame.abril.com.br/degustacao/secure/degustacao.do?COD_SITE=35&amp;COD_RECURSO=211&amp;amp;URL_RETORNO=http://portalexame.abril.com.br/internacional/m0116232.html"&gt;novo amigo americano&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem achava que ia perverter a velha  Rússia  com timidas insinuações democráticas &lt;a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/07/357620.shtml"&gt;se deu mal&lt;/a&gt;. Mandar por lá é tarefa para poucos. Obedecer, uma ameaça constante.  Eleições, por exemplo. São desncessárias. O próximo dono do poder já foi escolhido pelo atual. &lt;a href="http://en.rian.ru/analysis/20070125/59688323.html"&gt;Está escrito em suas páginas oficiais&lt;/a&gt;. Nada de boataria, está pendurado pra quem quiser se aperceber do fato. Se não souberem entender, são outros quinhentos. Em dólares por favor, o rublo é fraco. E o resto é teatro.  &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2007/01/05/ult580u2310.jhtm"&gt;O controle sobre as marionetes, total&lt;/a&gt;. Parece que a liberdade não se acostumou ao frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No futebol, os campos continuam glacialmente brancos. Mas os verdes dólares do negro petróleo&lt;a href="http://www.trivela.com/default.asp?pag=ExibirMateria&amp;codMateria=2143&amp;amp;coluna=52"&gt; trouxeram novidades&lt;/a&gt;. Fazem compras no atacadão de garotos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As belas russas continuam as mesmas. &lt;a href="http://www.poster.at/Sharapova-Maria/Sharapova-Maria-Photo-Maria-Sharapova-6233843.html"&gt;Umas mais comportadas&lt;/a&gt;. Outras, &lt;a href="http://img158.imagevenue.com/view.php?image=75573_1_122_576lo.jpg"&gt;nem tanto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-4387075138477575236?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/4387075138477575236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=4387075138477575236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4387075138477575236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/4387075138477575236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/02/mundanas.html' title='Mundanas 2'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-5698766304729638356</id><published>2007-02-06T07:52:00.000-08:00</published><updated>2007-02-06T07:58:15.724-08:00</updated><title type='text'>Sérias 3</title><content type='html'>- Ama nada&lt;br /&gt;- Amo sim&lt;br /&gt;- Não ama, não&lt;br /&gt;- Amo, juro&lt;br /&gt;- Jura?&lt;br /&gt;- Não sei, você pode ter razão&lt;br /&gt;- Em quê?&lt;br /&gt;- Talvez eu não ame&lt;br /&gt;- Diz que me ama, por favor. Diz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-5698766304729638356?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/5698766304729638356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=5698766304729638356&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/5698766304729638356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/5698766304729638356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/02/srias-3.html' title='Sérias 3'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-7786362798785674256</id><published>2007-02-05T13:54:00.000-08:00</published><updated>2007-02-05T14:56:03.955-08:00</updated><title type='text'>Mundanas 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/05022007/40/economia-presidente-da-hyundai-motor-condenado-tres-anos-prisao.html"&gt; Prenderam o sul-coreano, presidente da Hyundai. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- Devia mandar e desmandar . Segundo maior grupo industrial do país. Dinheiro e poder pra dar ordem até pro presidente. E mesmo assim foi preso.&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- Pensa bem. Seria como a PF entrar numa reunião da Febraban e sair de lá com todos algemados.&lt;br /&gt;- Mas o coreano roubava. E o crime deles qual é?&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.feebpr.org.br/lucroban.htm"&gt;Pois é. Qual é?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/6331033.stm"&gt;O governo indiano quer pendurar uma venda nos olhos do Google Earth&lt;/a&gt;. Está preocupado com tanta exposição da intimidade indiana. Pontos muito sensíveis podem ser observados lá do alto da tela do computador. Tara voyeur levada a dimensões territoriais. A preocupação maior nem é o olhar traquina por debaixo das vestes do bilhão e mais um tanto de indianos. São as instalações sensíveis. Usinas nucleares, instalações militares, coisas mais explosivas. Não custa nada o Google dar uma manchada nas imagens.  Menos definição e mais prudência nunca fizeram mal a ninguém, já diria algum general de cinco estrelas. O Google está conversando. Parece inclinado a evitar a superexposição dos indianos ao seu programete espião. &lt;a href="http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI848625-EI4802,00.html"&gt;Censura informações na China mesmo&lt;/a&gt;, o que são umas imagens da Índia? Mais um agrado institucional do tipo não fará mal a ninguém - oficialmente falando. E assim vai se acostumando o Google a fazer negócios mundo afora, adentro, acima. E abaixo, dos panos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-7786362798785674256?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/7786362798785674256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=7786362798785674256&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/7786362798785674256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/7786362798785674256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/02/mundanas-1.html' title='Mundanas 1'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-5692932370813107867</id><published>2007-02-03T19:06:00.000-08:00</published><updated>2007-02-05T13:48:16.720-08:00</updated><title type='text'>Pérfidas 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    - Vai jogar com a quinze?&lt;br /&gt;Descoberta do dia: a quinze pode ser deixada à mesa durante as tacadas. Se cair, perde o jogo seu algoz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    - Sei lá. Que merda. Agora sou culpado por esse &lt;a href="http://calsavara.wordpress.com/desmotivacoes/"&gt;mundo ser uma merda&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;- Calma. Fica fora a quinze.&lt;br /&gt;- Não era isso. Isso aqui, leu? "&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1316640-EI1827,00.html"&gt;Otimistas vivem mais que pessimistas&lt;/a&gt;".  Como se não crêr nessa gibiteca piegas de realidade fosse uma escolha. Olha, ou você é de Deus ou do Capeta. Ou bom ou mal, otimista ou pessimista. Lorota otária. Faltava uma. Essa. Não compartilha do Éden que servem cotidianamente no self-service da vossa &lt;a href="http://www.vidabesta.com/"&gt;famigeradinha vidinha&lt;/a&gt;? Azar. Viverá menos para contar a história.  Estoura. Logo.&lt;br /&gt;As bolas se amontoam em um mesmo canto. Uma par, a dois, escorre pela caçapa. Antes, tropeça em outra. Também par. Eis a seis, morta.&lt;br /&gt;- Vai otimista, feliz. Rabisco de Walt Disney. Mata todas e desfruta da eternidade.&lt;br /&gt;- Não entendi. Por que viver mais? Se é uma merda, não vale essa ficha.  Na verdade,  é máscara. Marra. Realista? Troça. Travesti, caprichoso ainda. &lt;a href="http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/B_AugustoJorgeCury.htm"&gt;Não se auto-ajuda&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Todo pessimista é um otimista fracassado. Opinião de especialistas do comportamento. Alheio. Faz birra para gozar com mais prazer. Opinião de otimistas. E publicitários.&lt;br /&gt;- À puta que o pariu. Não é religião, não vou repetir. Ou acha que fui batizado nas pessimistas águas da Catedal de Schopenhauer?  Se fuder. A Ivete Sangalo, ela é ridícula. O novo comercial da Skol, para idiotas. &lt;a href="http://mundocanibal.com.br/"&gt;Imbecil não é engraçado&lt;/a&gt;. Nada tem graça, vem de graça. Faz tempo. Você não escolhe. Eles te escolhem. Mas, pense como um pessimista. Se a vida é assim, a morte deve ser bem pior. Deve ser colorida. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xEGxWJqvG5A"&gt;Cheia de coisas divertidas&lt;/a&gt;. Bichos. Crianças bebês. Músicas sintéticas. &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5222071"&gt;Pessoas felizes&lt;/a&gt;. Ou simplesmente nada. Uma hemorragia de extremos.&lt;br /&gt;- É, você está fudido...&lt;br /&gt;Odes ao sarcasmo. Pai do pio pessimismo, hóstia dos incrédulos.&lt;br /&gt;- ... vai morrer cedo e sozinho. E se duvidar, sai no &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=eZT6STGikAI"&gt;Jornal Nacional pintado de comoção&lt;/a&gt;. Qual a parte de sua patética piada sobre o horizonte cinzento que te espera que eu perdi? Ri do quê?&lt;br /&gt;A partida acabada, três jogadas. Consumia-se em equilibristas brasas o cigarro. Filtro branco, amenizai o mal. Amém.&lt;br /&gt;- A notícia aí embaixo, dá uma lida. "&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1363307-EI1827,00.html"&gt;Detentos vivem mais que pessoas livres&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-5692932370813107867?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/5692932370813107867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=5692932370813107867&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/5692932370813107867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/5692932370813107867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/02/prfidas-1.html' title='Pérfidas 1'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-8309027392680593765</id><published>2007-02-03T09:15:00.000-08:00</published><updated>2007-02-03T09:49:20.531-08:00</updated><title type='text'>Sérias 2</title><content type='html'>Fugia da diaba como o diabo foge da cruz&lt;br /&gt;Mas que inferno, me esquece&lt;br /&gt;Quanto mais eu rezo mais a tentação aparece&lt;br /&gt;Vai de retro, satanás&lt;br /&gt;Pros diabos que te carreguem&lt;br /&gt;Demônio de saias&lt;br /&gt;Negociou tua alma, deixa a minha onde está&lt;br /&gt;Volta pras profundezas, leva o coração&lt;br /&gt;E me deixa respirar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-8309027392680593765?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/8309027392680593765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=8309027392680593765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8309027392680593765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/8309027392680593765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/02/srias-2.html' title='Sérias 2'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8908417260913449716.post-1551425091347932435</id><published>2007-02-02T21:29:00.000-08:00</published><updated>2007-02-03T09:35:21.453-08:00</updated><title type='text'>Sérias 1</title><content type='html'>Agoniza preocupado&lt;br /&gt;com a alça do caixão&lt;br /&gt;Se de prata ou de ouro&lt;br /&gt;ou simplória de latão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8908417260913449716-1551425091347932435?l=daspera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daspera.blogspot.com/feeds/1551425091347932435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8908417260913449716&amp;postID=1551425091347932435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1551425091347932435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8908417260913449716/posts/default/1551425091347932435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daspera.blogspot.com/2007/02/srias.html' title='Sérias 1'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10724006227442810574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
